BIM BRASIL!

A metodologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), o sistema desenvolvido para mostrar que uma descrição baseada em computador de um edifício poderia replicar ou melhorar todos os pontos fortes de desenhos como um meio para a elaboração de projeto, construção e operação, bem como eliminar a maioria de suas fraquezas. (Eastman, et al., 1974), estará presente na vida do dia-a-dia do Engenheiro Civil. https://www.ufrgs.br/saepro/saepro-2/conheca-o-projeto/breve-historico-do-bim/

A partir de 2021 o Governo Federal do Brail exigirá a utilização do BIM nas obras públicas brasileira.(O desenvolvimento do modelo BIM no Brasil. EXAME,2018). É importante ressaltar que BIM não é um software. BIM é uma tecnologia implementada em um software e o conceito de modelagem de informações da construção gera um controle sobre todas as etapas da construção e vida útil da obra. https://exame.abril.com.br/negocios/dino/o-desenvolvimento-do-modelo-bim-no-brasil/

Com isso será necesário uma revolução nas empresas de Engenharia Civil no Brasil. Que proporcionará uma corrida tecnológica nos proximos anos. O mercado vem evoluindo no que diz respeito ao modelo BIM. Com a experiência que tenho no mercado com as soluções Autodesk, pude notar que os projetos com a aplicação do conceito e o apoio de tecnologias como o Revit, AutoCAD e Infraworks tem gerado ganhos de produtividade e grande redução de desperdícios nas obras. Tenho casos onde foi possível reduzir até 22% no custo de construção e eliminação de até 44% em retrabalhos. ( EXAME,2018).

Setores de infraestrutura já iniciaram a utilização da metodologia, demonstrando cada vez mais a importancia de estar a par dos seus benefìcios.

A implantação BIM no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT está inicialmente desenhada para ocorrer em ciclos, com a definição e a realização de uma sequência de projetos-pilotos que possibilitem o aumento gradual:

– Da quantidade de pessoas envolvidas;

– Da compreensão dos benefícios da mudança;

– Do convencimento; e;

– Do aprendizado (capacitação) dos envolvidos; sejam gestores, colaboradores internos ou empresas contratadas (projetistas e terceiros prestadores de serviços).

https://exame.abril.com.br/negocios/dino/o-desenvolvimento-do-modelo-bim-no-brasil/

COMITÊ ESTRATÉGICO DE IMPLEMENTAÇÃO DO BIM- CE-BIM

Recentemente foi criado o COMITÊ ESTRATÉGICO DE IMPLEMENTAÇÃO DO BIM- CE-BIM através de um decreto presidencial (Decreto Decreto de 5 de junho de 2017.)

O CE-BIM tem caráter temporário, com atribuições específicas à proposição, no âmbito do governo federal, da Estratégia Nacional de Disseminação do BIM no Brasil, possui grupos de apoio técnico com profissionais especialistas na área e servidores indicados por cada òrgão que compõe o Comitê, e também conta com Grupos ad hoc (Grupos Temáticos) com o intuito de discutir temas relacionados a eixos estratégicos tais como Capacitação de  Recursos Humanos, Compras Governamentais, Regulamentação e Normalização, Plataforma BIM e Infraestrutura Tecnológica.

A criação deste comitê é de extrema importância para à ampliação de discussões relacionadas às políticas nacionais que estão relacionadas ao BIM e principalmente à implantação de Metodologias BIM nos processos de compras governamentais e contratações públicas. Veja abaixo algumas vantagens da utilização do BIM em obras públicas:

BIM E OBRAS PÚBLICAS

  • A utilização da tecnologia BIM elimina a ineficiência dos processos tradicionais de compatibilização que está relacionada a ideia de que “na obra se resolve”. De fato se resolve, da melhor ou pior forma, mas apenas com improvisação, desperdício de material, tempo e dinheiro;
  • Maior precisão no levantamento de quantitativos;
  • Possibilidade de análise orçamentária mais precisa, contribuindo para custos mais eficientes;
  • Facilidade para planejamento e gestão de custos;
  • Facilidade para apresentação de projetos, facilitando assim a captação de recursos;
  • Maior facilidade de manutenção após a entrega da edificação;
  • Possibilidade de verificação mais efetiva de padrões de qualidade e de sustentabilidade;
  • Facilidades no acompanhamento e verificação de metas físico-financeiras
  • Maior transparência nas obras, pois à utilização de metodologias BIM permite à facilitação das Auditorias.

Para que à inclusão da metodologia BIM em obras públicas seja uma realidade, será necessário à alteração nas Leis de licitações, precisamos de uma imediata alteração e revisão na Lei 8666/93, buscando incluir a exigência de apresentação de projetos de obras públicas em BIM, bem como dos demais Decretos estaduais e Regulamentos Internos de Licitações e Compras (RILC) de estatais, autarquias e demais empresas.

O CE-BIM trás um grande avanço nesse quesito, porém precisamos de políticas públicas regionais e estaduais para que as alterações propostas em âmbito nacional sejam debatidas e difundidas com uma velocidade maior.

https://www.gmarquiteturaengenharia.com/single-post/2018/03/10/BIM-E-AS-POLITICAS-P%C3%9ABLICAS-DO-BRASIL

Células orgânicas solares: nova tecnologia é leve e pode gerar energia solar em praticamente qualquer superfície

Com uma aparência bem diferente, as células solares orgânicas começam a mostrar seu verdadeiro potencial

Uma escolha ecológica: os painéis solares fotovoltaicos são uma ajuda tecnológica na luta para diminuir o impacto humano no planeta. Utilizando a própria luz solar, esses painéis trazem um estilo de vida mais ambientalmente amigável e consideravelmente mais barato, a longo prazo, para quem decide adotá-lo.

Questões pouco conhecidas

Porém, apesar de proporcionar um tipo de energia renovável, sua fabricação não é nada sustentável. O processo necessita de muita energia, que, geralmente, vem da queima de carvão, liberando VOCs na atmosfera. Durante esse procedimento, mercúrio também é um subproduto. Além de tudo isso, os painéis são feitos, principalmente, de silício – eficiente e abundante, mas que encarece o produto e pode ser perigoso se combinado com elementos químicos.

O descarte dos painéis solares, assim como ocorre com qualquer outro eletrônico, vem crescendo, e a falta de planejamento sobre isso pode trazer consequências.

As células orgânicas solares

Precisando de 20 vezes menos energia que os painéis em seu processo de fabricação, as células orgânicas solares aparentam, em um primeiro momento, proporcionar diminuição da pegada ambiental da produção de energia solar.

As células são compostas por eletrodos impressos em polímeros. A tecnologia que torna a conversão da luz solar em energia possível nesses finos materiais é a seguinte: polímeros orgânicos condutores ou pequenas moléculas orgânicas absorvem a luz solar e transportam a carga energética para o conversor, que transforma a energia térmica em elétrica. Essas células solares são impressas em uma “folha” de plástico, utilizando o método roll-to-roll, isto é, compactada em um rolo.

Por serem maleáveis, transparentes, terem baixo custo e possibilidade de reciclagem após o uso, as expectativas de uso já são muitas sobre as células solares, principalmente se for levada em conta a simples utilização em moradias e indústrias, que já fariam grande proveito estético pela fácil adaptação e aplicação em diversos designs, mesmo que em janelas e paredes. É possível usufruir dessa tecnologia também em celulares, automóveis, notebooks e até em ônibus.

Em apenas cinco anos, os avanços realizados com as células solares orgânicas já começam a alcançar a eficiência de conversão dos painéis solares de silício (atualmente, mesmo que avançando, esse ainda é o principal entrave para a popularização da tecnologia, junto com o preço), e a possibilidade de ultrapassar a eficiência de painéis convencionais é concreta.

Empresas como Eight19 (que tem o nome pelo tempo que os raios solares demoram para chegar na Terra, 8 minutos e 19 segundos), de Cambridge, no Reino Unido, a CSIRO, da Austrália, e o CSEM, aqui no Brasil, em Belo Horizonte, já investem em pesquisas e na industrialização da tecnologia.

Fonte:
https://www.ecycle.com.br/component/content/article/69-energia/4178-celulas-organicas-solares-nova-tecnologia-e-leve-e-pode-gerar-energia-solar-em-praticamente-qualquer-superficie.html

5 curiosidades sobre o uso do concreto que você precisa saber

O cimento é o segundo material mais consumido pela humanidade – atrás apenas da água. Por ano, são produzidos 5 bilhões de metros cúbicos de concreto no mundo. É muita obra!

Mas você sabia que não é só na Construção Civil que ele é utilizado? E que sua origem remonta há mais de 4.500 anos? Confira abaixo algumas curiosidades sobre o uso do concreto!

Origem do cimento

Estima-se que o cimento começou a ser usado, em uma forma diferente da que encontramos hoje, há 4500 anos.

No Egito antigo, uma mistura de gesso calcinado foi utilizada para as grandes construções da época.

Na velha Roma, a palavra caementu era o nome em latim de uma espécie de pedra, natural de rochedos e não esquadrejada. Por isso, hoje, chamamos esse material de cimento.

Estudiosos da construção desenvolveram várias fórmulas para o cimento ao longo dos séculos. Até que, em 1824, o construtor inglês Joseph Aspdin patenteou a fórmula conhecida como cimento Portland – em referência à ilha britânica de mesmo nome.

O empresário queimou conjuntamente pedras calcárias e argila. Depois disso, moendo essa mistura queimada, transformou-a num pó fino.

Depois de seca, quando misturada com água, ela tornava-se tão dura quanto pedras empregadas nas construções.

O cimento romano super-resistente

Você já pensou como as grandes construções da Antiga Roma ainda estão de pé depois de mais de dois mil anos?

Pesquisadores descobriram que elementos do material vulcânico utilizado pelos romanos reagiram com a água do mar, fortalecendo a construção. Por isso, ao invés de erodir com o tempo, ele fica mais forte.

Como resultado, temos, até hoje, obras como o Panteão e o Coliseu. A descoberta foi publicada no periódico American Mineralogist

Produção do cimento

O cimento é feito, basicamente, de argila, calcário e gesso. As matérias-primas são extraídas das minas, trituradas e transportadas para a fábrica, onde são armazenadas, homogeneizadas e processadas por meio de fornos e moinhos.

A partir do vídeo a seguir, nós apresentamos como é fabricado o cimento na InterCement. Confira no vídeo abaixo:

Ovos de cimento na produção de vinho

Não é apenas o construtor que utiliza o cimento. Enólogos (profissionais responsáveis pela produção de vinho), desenvolveram vários recipientes para a fermentação da bebida.

Entre eles está o “ovo” de concreto, estrutura que tem a vantagem de manter a temperatura constante. Esse aspecto é fundamental para sobrevivência das leveduras.

Além disso, o ovo de concreto tem a vantagem de permitir que o vinho respire através de seus poros naturais.

China campeã no uso de cimento

A Barragem das Três Gargantas, localizada no rio Yangtze, na China, é a maior estrutura de concreto da Terra.

A hidrelétrica precisou de 17 anos para ser construída, 40 mil trabalhadores e 230 mil m³ (cerca de 30 mil betoneiras) de concreto. 

Além disso, a China também é o país que mais consome cimento no mundo. Estima-se que, entre 2011 e 2013, o país tenha usado 6,6 bilhões de toneladas. O valor está acima do que os EUA usaram em todo o Século XX – 4,5 bilhões de toneladas.

Fonte:
https://www.amigoconstrutor.com.br/amigo-construtor-ensina/5-curiosidades-sobre-concreto/?fbclid=IwAR0WeoNHk0vwdD_mfdK4GoBV4YRd6U2FG4_XgCN5_5O4FdJeEyMVLzPFBtQ

Concreto têxtil, o futuro do concreto armado!

UFRGS é a primeira universidade brasileira a iniciar pesquisa sobre nova tecnologia, que já é usada em obras na Alemanha e outros países europeus. As pesquisas sobre reforços estruturais do concreto armado, desencadeadas em todo o mundo, culminaram, em 2009, na descoberta de um novo material que tende a revolucionar a construção civil nas próximas décadas. Trata-se do concreto têxtil ou, como é chamado no exterior, textile-concrete. O invento, desenvolvido primeiramente na Alemanha, é uma rede formada por polímeros, fibras de carbono, vidro e resinas epóxi, capaz de substituir as armaduras de aço que há quase 200 anos compõem as estruturas de concreto armado.
O material tem uma configuração semelhante aos tecidos, por isso o nome concreto têxtil. “Esse polímero é introduzido dentro do concreto, substituindo a armadura tradicional. Com isso, o concreto pode ser moldado de outras maneiras, com sessões menores, além de ficar livre de corrosões. Ele põe fim também à questão da falta de cobrimento e, com isso, pode viabilizar estruturas mais eficientes e mais elegantes”, explicou o professor Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, diretor da Escola de Engenharia da UFRGS, que recentemente palestrou no 11º Congresso Internacional de Patologia e Recuperação de Estruturas (Cinpar), realizado de 10 a 12 de junho nas dependências da Unisinos, em São Leopoldo-RS.
Na Alemanha, o concreto têxtil derivou do carboconcrete. O material apresentou-se tão forte quanto as armaduras de aço, mas com 25% do peso do concreto armado e com maior durabilidade. Além disso, em contraste com os componentes do aço das armaduras convencionais, o concreto têxtilnão oxida, o que o torna extremamente eficiente em estruturas que tenham que ficar em contato com a água. Outra vantagem é que ele permite construir peças pré-fabricadas com 10 milímetros de espessura e resistência à tração de até 165 MPa.

Primeira obra

A primeira aplicação prática do concreto têxtil está exposta na cidade de Albstadt, na Alemanha. É uma passarela com 100 metros de comprimento, inaugurada no final de 2010, e que impressiona pela esbelteza de suas linhas. Em Porto Alegre, se pretende construir obras semelhantes. O objetivo é viabilizar duas passarelas dentro do campus da UFRGS, melhorando acessos a paradas de ônibus. Em abril de 2015, a universidade trouxe uma delegação de outra empresa alemã que desenvolve concreto têxtil – a Solidian –, para a implantação do projeto e a produção do material nos laboratórios do departamento de engenharia civil da UFRGS. “Fechamos acordo para ter a primeira estrutura de concreto têxtil da América Latina”, revelou Luiz Carlos Pinto da Silva Filho.
A pesquisa sobre concreto têxtil dentro da universidade gaúcha está a cargo do LEME (Laboratório de Ensaios e Modelos Estruturais). Dois engenheiros da Solidian, Christian Kulas e Roland Karle, já estiveram na UFRGS palestrando sobre o material e firmando convênios para o desenvolvimento no Brasil. Na Alemanha, o concreto têxtil foi desenvolvido inicialmente dentro dos laboratórios da Universidade Técnica de Dresden, em parceria com o Instituto de Pesquisa Têxtil Saxon (STFI), localizado em Chemnitz. Na apresentação dos estudos, os pesquisadores definiram o textile-concrete como o concreto armado do futuro.

Fonte: http://www.cimentoitambe.com.br/concreto-textil-concreto-armado/

Concreto Fotovoltaico: O futuro da geração de energia limpa.

Estudantes criam concreto fotovoltaico que gera energia elétrica

Estudantes de doutorado do Instituto Politécnico Nacional (IPN), no México, desenvolveram um concreto fotovoltaico que tem a capacidade de gerar eletricidade quando irradiado com energia solar.
O projeto surgiu da necessidade de usar materiais de construção mais inteligentes e ecologicamente corretos, informou o IPN em um comunicado.
Na radiação solar, o México está localizado em uma posição privilegiada, assim que estados como Chihuahua, Sonora, Durango e Baja California tem mais radiação solar do que à média internacional.
Tal situação, no futuro, poderia facilitar o uso desta tecnologia na área de concreto inteligente.

Orlando Gutiérrez e Euxis Kismet Sierra Márquez trabalharam no projeto de um concreto que atende a todos os critérios estruturais para uso na construção de calçadas, pontes, lajes e muito mais.
Mas, ao mesmo tempo, esse material tem a capacidade de utilizar energia elétrica armazenada de forma ecológica e sustentável para eletrodomésticos, carregamento de dispositivos móveis, iluminação arquitetônica, entre outros.
O protótipo é um pedaço sólido de concreto misturado com elementos orgânicos, que permite a captação da radiação solar e gera corrente elétrica.
Orlando Gutiérrez explicou que a obtenção de nanopartículas de concreto é obtida por uma técnica chamada “moagem de alta energia”, que busca atingir partículas abaixo de 100 nanômetros.
O cimento foi misturado com outros óxidos e compostos orgânicos (perovskita) para geração fotovoltaica.
Enquanto isso, Kismet Serra materiais sintetizados para criar perovskita, subsequentemente, juntou-se com óxido de titânio usados ​​na fabricação de células Grätzel, que o utilizou como uma matriz para absorver a radiação solar.
Nesse sentido, o pesquisador e orientador dos alunos, Felipe de Jesús Carrillo Romo, afirmou que os materiais fotovoltaicos têm a capacidade de absorver energia solar e transformá-la em eletricidade.
Batizado de DysCrete, e ainda em fase de pesquisa pela universidade de Kassel, na Alemanha, material possui agregados fotorreativos.
Um projeto nascido dentro do departamento de belas artes da universidade de Kassel, na Alemanha, propôs que os estudantes criassem obras de arte usando elementos da construção civil. Coordenados pelo professor Heike Klussmann, os alunos revestiram um bloco de concreto com corantes orgânicos retirados de sucos de frutas cítricas. Além do efeito visual, os idealizadores da peça começaram a perceber que o material funcionava como placa solar e gerador de energia.

A criação chamou a atenção do departamento de engenharia da universidade alemã e do pesquisador Thorsten Klooster. O avanço dos estudos, que começaram em 2015, chegaram ao DysCrete. Trata-se do concreto que tem como agregado partículas fotorreativas, cuja sigla em alemão é DySC. O material, ainda em fase de pesquisa, já é visto como uma revolução para fachadas de edifícios. Ao mesmo tempo em que pode dar efeito decorativo serve como bateria para captar a energia do sol e transformá-la em energia.
As células fotorreativas, ou DysC, são aplicadas como uma fina argamassa sobre o concreto comum e desencadeiam processo eletroquímico quando expostas à luz. “O revestimento entra em fotossíntese, mas, em vez de liberar gases, libera energia na superfície de concreto. Isso, a um baixo custo de produção, pois os corantes orgânicos estão na natureza. Essa descoberta tem grande potencial como fonte de energia limpa e barata”, avalia Thorsten Klooster.
DysCrete e BlingCrete
O governo alemão, que no auge do verão europeu de 2016 chegou a abastecer 50% do consumo da população do país com energia solar, tornou-se parceiro nas pesquisas. Um financiamento de 150 mil euros foi injetado no projeto. O departamento de química da Uni Kassel também passou a atuar nas pesquisas, com a coordenação do professor-doutor Bernhard Middendorf. Ao todo, cinco áreas da universidade estão debruçadas sobre a pesquisa: ciência, nanoestrutura, arquitetura, ciência dos materiais e artes.
O próximo passo será conseguir atrair a indústria de pré-fabricados de concreto da Alemanha para testar o DysCrete em vários elementos – especialmente em painéis arquitetônicos. “O DysCrete é ideal para a fabricação de elementos de concreto pré-fabricado para a construção civil, desde novos tipos de fachadas de edifícios até sistemas de paredes e pavimentos interiores e exteriores”, explica Heike Klussmann. Nos estudos preliminares, cada metro quadrado do material é capaz de gerar 20 W (watts), a partir da absorção da energia solar.
Diante dos avanços, os pesquisadores também esperam convergir os estudos sobre o DysCrete na direção do BlingCrete – outro material em desenvolvimento na universidade alemã, e em estágio mais avançado. O BlingCrete engloba as qualidades do concreto e ainda é capaz de refletir luz (natural ou artificial). Isso se deve à aplicação de microesferas de vidro no substrato do material, o que o torna ideal para o uso em sinalizações industriais, vias urbanas, estações de transporte público, obras de infraestrutura – túneis, pontes e viadutos -, além de fachadas residenciais e comerciais ou objetos de design.

Pesquisadores criaram um concreto que funciona como uma placa solar e pode gerar eletricidade. Em condições ideais de iluminação, um metro quadrado pode gerar 20 watts de energia.
Na Universidade de Kassel, na Alemanha, pesquisadores criaram um concreto solar que gera energia usando o mesmo princípio das placas solares. Para isso, o concreto convencional é misturado com grafite – um condutor elétrico. Depois de sólido, esse “novo” concreto pode ser utilizado como pólo positivo ou negativo. Ele então é pulverizado com várias camadas de tinta no material e o resultado é a chamada “célula solar sensibilizada por corante”, que gera eletricidade por meio da realização de fotossíntese artificial. Quanto mais células na parede de uma casa, mais energia é produzida. Para isso, as células devem ser interligadas. Em condições ideais de iluminação, um metro quadrado gera 20 watts de energia. Fonte: http://larverdelar.com.br/concreto_energia_solar/, https://www.cimentoitambe.com.br/concreto-fachada-como-bateria-solar/, https://greenbusinesspost.com/2019/02/19/estudantes-criam-concreto-fotovoltaico-que-gera-energia-eletrica/.



Pela primeira vez, os cientistas transformam o dióxido de carbono de volta no carvão


Quando se trata de captura e armazenamento de carbono, os pesquisadores têm se tornado criativos, transformando o dióxido de carbono em tudo, de CO ao ácido oxálico, para o processamento de elementos da terra, por exemplo. Agora, parece que eles estão voltando à sua origem, transformando-o em carvão sólido.



De volta às partículas de carbono.

Pela primeira vez na história, uma equipe de pesquisa liderada pela RMIT University, em Melbourne, na Austrália, desenvolveu uma nova técnica que pode converter o CO2 de volta em partículas de carbono, diminuindo a poluição, removendo os gases do efeito estufa de nosso ambiente.
A solução oferece uma abordagem mais viável do que muitos dos sistemas atuais de captura e armazenamento de carbono que comprimem o CO2 em uma forma líquida com o objetivo de injetá-lo no subsolo. Essas abordagens têm muitas questões técnicas e de segurança e também são muito caras.
Embora não possamos literalmente voltar no tempo, transformar o dióxido de carbono de volta em carvão e enterrá-lo de volta no solo é como rebobinar o relógio de emissões “, disse Torben Daeneke, pesquisador da RMIT e membro do Conselho de Pesquisa da Austrália.
“Até o momento, o CO2 só foi convertido em sólido a temperaturas extremamente altas, tornando-o industrialmente inviável.”
A nova técnica é eletroquímica. Consiste em um catalisador de metal líquido especialmente projetado que vê o dióxido de carbono do gás convertido lentamente em flocos sólidos de carbono.
“Ao usar metais líquidos como catalisadores, mostramos que é possível transformar o gás novamente em carbono à temperatura ambiente, em um processo que é eficiente e escalável”, disse Daeneke.
“Embora mais pesquisas precisam ser feitas, é um primeiro passo crucial para a entrega de armazenamento sólido de carbono”.
Melhor ainda, os pesquisadores dizem que o carbono produzido também pode ser usado como um eletrodo.
“Um benefício colateral do processo é que o carbono pode conter uma carga elétrica, tornando-se um supercapacitor, por isso potencialmente poderia ser usado como um componente em futuros veículos”, disse o principal autor, Dr. Dorna Esrafilzadeh, pesquisador do vice-chanceler. na Escola de Engenharia da RMIT.
“O processo também produz combustível sintético como subproduto, que também pode ter aplicações industriais”.
O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Fonte: engenhariae.com.br

Tijolos de Fezes?!

Nova criação dos engenheiros que pode dar um novo fim para os dejetos humanos. tijolo-de-fezes-1 A primeira etapa do tratamento do esgoto envolve retirar os resíduos sólidos por meio de barreiras, mas o que fazer com esse resíduo depois? No Brasil ele vai para aterros sanitários, e representa um alto custo, de até 50% do gasto das estações de tratamento de esgoto. Por isso, pesquisadores tentam encontrar alternativas melhores para o esgoto, com objetivo de economizar e não sobrecarregar os aterros sanitários. O material arenoso tem um conteúdo orgânico rico em nutrientes que é benéfico para a agricultura. No entanto, também serve para fazer ótimos tijolos, de acordo com Abbas Mohajerani, engenheiro civil do Instituto Real de Tecnologia da Universidade de Melbourne, na Austrália. “Tijolos feitos com esse material têm a mesma aparência de argila cozida, têm o mesmo cheiro e têm propriedades semelhantes”, explicou. Mohajerani acredita que a reciclagem do acúmulo de resíduos de biossólidos e sua conversão em tijolos poderiam economizar espaço e energia, bem como reduzir as emissões de carbono, desde que isso seja feito localmente. Em todo o mundo, os humanos produzem grandes quantidades de biossólidos. Em um único dia, apenas a cidade de Nova York gera aproximadamente 1.200 toneladas. A quantidade de biossólidos aumenta à medida que as populações crescem em todo o planeta. Normalmente os tijolos são feitos de uma mistura de argila ou concreto. De acordo com os pesquisadores, o 1,5 trilhão de tijolos produzidos no mundo e precisam de 3,13 bilhões de metros cúbicos de argila. Isso equivale a mil campos de futebol escavados a uma profundidade de 440 m. Fonte: engenhariae.com.br

Construção High Tech!

O futuro da tecnologia na construção é hoje! Venha conferir.

Só em 2018, mais de US$ 2 bilhões foram investidos nas ConstruTechs

A mercado da construção civil representa algo em torno de 10% do PIB global. Porém, é um dos setores que menos se desenvolveu tecnologicamente nos últimos anos.

E isso pode ser visto como um grande problema ou como uma oportunidade gigantesca. Segundo a Boston Consulting Group, a simples adoção de tecnologias já existentes fará o setor de Construção Civil economizar US$ 1,2 trilhão nas fases de projeto e US$ 500 bilhões na fase de operações, em custos anuais para projetos não residenciais.

Ou seja, há um oceano azul de oportunidades para empresas e empreendedores de ConstruTechs que se abrirem para novos modelos de negócio, baseados nas tecnologias já existentes e outras ainda em desenvolvimento.

Para se ter uma ideia, em 2018, foram investimentos mais de US$ 2 bilhões em startups ligadas a área da construção civil. São empresas que trabalham com drones, impressão 3D, realidade virtual e aumentada, big data, robótica e outras tecnologias.

A empresa de maior destaque hoje, no mundo, é a startup Katerra, avaliada em alguns bilhões de dólares, que trabalha com a produção em massa de “construções pré-fabricadas” e apenas monta as edificações no local da obra, utilizando no seu processo produtivo praticamente todas as tecnologias citadas acima.

A revolução no setor da construção civil também atinge os fornecedores de serviços. A Komatsu, uma das maiores fornecedoras de equipamentos para a construção, investe em empresas que desenvolvem caminhões e guindastes autônomos.

Por fim, o McKinsey Global Institute estima que o mundo precisará gastar US$ 57 trilhões em infraestrutura até 2030 para acompanhar o crescimento global do PIB.

As empresas que estiverem mais preparadas tecnologicamente serão as que mais participarão desse volume enorme de oportunidades que surgirão na próxima década.

E o melhor lugar para conhecer mais sobre essa “nova era” das ConstruTechs é no evento ConstruTech Conference, da StartSe, que vai reunir quase 2 mil pessoas para falar sobre estas oportunidades e mostrar o impacto das novas tecnologias no mercado.

Para se inscrever, acesse o site oficial do evento e garanta o quanto antes a sua vaga.

Fonte: https://www.startse.com